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A Crise no Mundo

01/27/2009

São cada vez mais evidentes, os sinais de que os países estão reforçando as barreiras contra produtos estrangeiros, para proteger seu comércio, quem diz isso é o ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues, que voltou recentemente da Europa de acordo com informações do blog do jornalista Luis Nassif.

Foi isso que agravou ainda mais a crise de 29, quando o mundo mergulhou em um depressão que só viria a se recuparar totalmente 10 anos depois.

O Brasil já anunciou novos entraves burocráticos para se proteger. O segundo passo de países fortemente exportadores como a China é desvalorizar a sua moeda, pra incentivar os exportadores, e deixar as suas mercadorias mais baratas.

A combinação dos dois fatores, agrava tudo, porque de um lado os países se fecham, e de outro, as mercadorias ficam cada vez mais baratas por falta de compradores, o que seria bom em uma economia equilibrada vira uma armadilha na crise, pois, sem vender, ou vendendo menos, as empresas demitem, todo mundo freia o consumo, gerando o círculo vicioso que empurra a economia pro buraco, dificultando a recuperação

Os países precisam investir em recuperação de crédito interno, pra manter a demanda, mas ai com todos os produtos no mercado, os preços caem, o lucro reduz, e as demissões continuam.

E viva a marolinha do Lula….

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Os desafios de Obama

01/20/2009
Folha de SP On-line

Fonte: Folha de SP On-line

Um dia histórico para os EUA e para o mundo, enfim um negro chega ao cargo mais importante do mundo, o cargo de presidente dos EUA.

Mas a chegada de Obama significa o início de uma era pós-racial? Não exatamente, mas isso eu vou aprofundar em outro post. A seguir, as primeiras dificuldades que Obama vai enfrentar como presidente.

Para reativar a economia, e gerar empregos, Obama promete obras nas áreas de infra-estrutura, semelhante ao que fez Roosevelt, não na mesma escala logicamente, mas, construir pontes e estradas, para reduzir o desemprego crescente.

O problema é que de acordo com analistas econômicos, os EUA já tem a maior parte do país atendida, por estradas, pontes e outros serviços essenciais de infra-estrutura(ainda não me adaptei a reforma ortográfica), o que significa, que não será possível avançar muito nessa área.

Outro problema é que Obama prometeu cortar impostos de 90% da classe média americana, mas de acordo com alguns analistas, cerca de 40% das famílias americanas de classe média já não pagam imposto de renda, se esse número for verdadeiro, será um grande problema, para cortar, onde não há mais impostos para se pagar.

Outro grande problema é reduzir as desigualdade entre negros e brancos, pois segundo uma pesquisa inédita que vou divulgar aqui amanhã, cerca de 40% dos homens negros, não chegam a faculdade e tem mais problemas com a justiça, isso sem falar nos salários mais baixos e nas poucas oportunidades de ascensão social, devido ao preconceito, esse talvez será o mais difícil de todos os desafios.

Desemprego nos EUA e no Brasil

01/14/2009

Veja como cada vez é mais importante a qualificação profissional, nos EUA, dados do Governo revelam que o desemprego chega a 30% entre pessoas com média escolaridade, enquanto que entre pessoas de nível superior, a crise atinge apenas 3,27%.

Lá a capacidade de reação, é muito maior, claro, mas ainda não se sabe quanto tempo levaá para reerguer a economia.

Aqui no Brasil dados ainda não divulgados do governo, apontam que até agora a crise já ceifou 300 mil empregos. A indústria registrou queda de 13% na produção em Dezembro.

O problema é que boa parte destes empregos foram perdidos na indústria de automóveis, justamente o setor que até agora recebeu ajuda maciça do governo, com redução de IPI, ajuda de bancos estatais e ainda tiveram um ano recorde em termos de venda, mesmo com a crise.

a maior parte das demissões ocorrreram na GM. O governo agora fala no óbvio, criar um contrato que obrigue empresas que recebem dinhero do governo a manter o nível de emprego. Afinal é o nosso dinheiro que está sendo oferecido a juros mais baixos, tem que haver no mínimo esta contr partida.

A crise vista por um americano

12/17/2008

Vejam que e-mail interessante eu recebo de um amigo do trabalho, sobre a crise dos EUA vista pelo ponto de vista de uma americano.

O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte….

OBS: Marc Faber. Ele é analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico…

Comentário

O cara é um visionário….hehehe

O papel da Imprensa na crise

12/09/2008

Uma das coisas mais perigosas numa crise em escala Global como essa que estamos vendo é a chamada geração de expectativa.

Explicando melhor, quando os consumidores possuem uma boa expectativa sobre o futuro, o seu país, economia etc, eles tendem a fazer planos, consumir, comprar bens duráveis, por exemplo.

A Imprensa não só aqui no Brasil, como também, no mundo todo, tem vendido a impressão de que o mundo está perto do fim, e que milhões de pessoas vão perder o seu emprego.

Manchetes sensacionalistas se espalham até em jornais como o The Economist da Inglaterra, considerado um dos mais sóbrios, isso porque, esse tipo de notícia vende, claro.

O Problema é que o leitor comum, lê, e tem a nítida impressão de que tudo está por um fio e ai o que acontece? Ele pára de consumir e é ai onde mora o perigo, esse comportamento está gerando um círculo vicioso no mundo todo, empurrando as vendas pra baixo, provocando prejuízos e piorando a crise.

Claro que niguém deve se endividar demais pra consumir, mas é bom lembrar que foi o consumo que ajudou a salvar o mundo da pior crise em 29 aliado aos investimentos dos Governos, notadamente dos EUA, que fizeram a economia se reestruturar.

Neste ponto a imprensa poderia ao invés de só mostrar o lado ruim das coisas, realizar e publicar estudos que possam contribuir, para soluções  de combate à crise, pelo menos esse deveria ser o seu papel.

Quem paga a conta?

12/09/2008
GM

GM

O Governo americano vai socorrer, as três grandes montadoras americanas a FORD, GM e CHRYSLER, COM UM PACOTAÇO DE 15 Bilhões de dólares, para que elas não fechem, caso isso ocorresse 3,5 milhões de americanos iam pro olho da rua.

A questão é que o que torna essa crise mais interessante, é que os grandes tubarões do mercado são especialistas em defender o Estado mínimo e dizem que ele é ineficiente, não sabe gastar, e deve ficar longe da economia. Mas na hora que o bicho pega e a crise se alastra, trazendo prejuízos e ceifando empregos no mundo todo, eles correm pra pedir ajuda a quem? Ao Governo claro.

Ai fica a pergunta, quem aprontou essa confusão toda? Porque os bancos de investimento não alertaram investidores e o próprio Governo? Onde estavam os famosos analistas de mercado?

A resposta é simples: Muitos já sabiam que o buraco era mais embaixo, que haveria quebradeira, mas simplismente como ganhavam muita grana, com todo a ciranda financeira, preferiram ficar calados e  não estourar a bolha e ver até quando seus cofres ficariam cheios.

A GM é um caso a ser estudado, seus carros são considerados nos EUA, como perdulários, mais poluentes  e mais caros. O Presidente do Grupo veio a público dizer que trabalharia por um salário de 1 Dólar anual, veja só, como ele é consciente caro leitor, não fosse um pequeno detalhe, sabe quanto o Presidente da GM ganhou de salário no ano passado? 50 MILHÕES DE DÓLARES.  Com um salário desse até eu trabalharia por 1 dólar anual.

Resumo da ópera, eles fazem a lambança e o contribuinte americano paga a conta, isso nos lembra um outro País não é?

BC já torrou U$$ 22,8 bilhões pra segurar o Dólar

10/22/2008
Henrique Meirelles Presidente do BC

Henrique Meirelles Presidente do BC

Seguuuura Peãaaao, o Dólar continua subindo. Hoje fechou a R$ 2,23. O Banco Central já torrou U$$ 22 Bilhões, de dólares, pra tentar segurar a onda do dólar. Ao analisar as contas do país, descobrimos que ainda entram dólares de investimento e essa entrada de recursos é superior a saída, portanto, pode-se perguntar porque a moeda americana, continua subindo?

Isso porque os dólares que estão saindo, são de investidores que estão perdendo dinheiro lá fora e precisam repor suas perdas nos fundos de investimento, ou seja, vendem seus dólares aqui, lucram com o valor atual da moeda, afinal, eles compraram na baixa (dólar a R$1,60) e agora estão vendendo na alta (R$ 2,23). Isso é resultado dessa política irresponsável do BC que manteve o dólar, em um valor irreal, graças aos juros astronômicos, praticados aqui, que faziam os investidores jogarem seus recursos no Brasil, pra ganhar com esses juros absurdos.

Grandes empresas brasileiras têm dívidas em dólar, porque pegaram empréstimos baratos lá fora, na época do dólar baixo, muitas delas já contabilizam prejuízos milionários. Isso quer dizer que se a coisa apertar, elas podem demitir pra cortar custos.

Antes de pensar que você não tem nada a ver com isso, lembre-se que a alta do dólar, pressiona e muito a inflação, pois, o Brasil importa muito, até mesmo o trigo do pão vem de fora. Quanto mais alto o dólar, mais caros ficam os produtos que consumimos.

E vejam só, o governo já fala em reduzir gastos para o ano que vem por conta da crise, já que o mundo vai crescer menos, e a União vai ter menos recursos, porque a arrecadação vai cair. O corte seria de cerca de 12 bilhões de reais. É companheiro Lula, a marolinha da crise tá virando uma ressaca.