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A visão do Sequestrador

10/19/2008

Conversei com um psicólogo ontem e vi também  reportagens, com depoimentos de psiquiatras, sobre o caso, aqui vão de forma resumida algumas impressões sobre o caso, do sequestro. De acordo com ele, há algumas pistas pra tentar entender a cabeça do Lindemberg.

Num caso como este, em que o sequestrador apresenta, claro desequilíbrio mental, motivado por sentimento de rejeição, ele se sente, inferiorizado e por não saber lidar com este sentimento, descarrega toda a carga de tensão no objeto de desejo. Neste caso Eloá.

A medida que o sequestro prosseguia, ele sentia, ou parecia sentir, ter controle da situação. Este é o ponto Central. Como ele perdeu controle do relacionamento, uma vez que, ela não tinha mais interesse no namoro, provavelmente, ele sentia que naquele momento, ele a tinha sob domínio e que quando o sequestro terminasse, ele não a teria mais sob alcance.

A partir daí, fica dificil prever o que ele podia fazer, porque, ele já havia demonstrado várias vezes, que não tinha intenção de encerrar o sequestro. Nesses casos, quanto mais se demora para resolver  pior. Isso porque não é um sequestro clássico, em que o sequestrador tem algo a pedir em troca. A polícia relata que ele não pedia nada, ou seja, não tinha nada a perder, aqui tem-se o principal elemento de tensão que tornava o desfecho imprevisível.

Se ficar provado que o tiro de Lindemberg, foi dado segundos antes da invasão, então, não havia mais o que fazer mesmo. Entretanto, se ficar provado que foi posterior a explosão, ai a polícia pode ser responsabilizada, mesmo que, a bala seja do sequestrador.

Uma pergunta: Ninguém pensou que ele podia estar assintindo ao vivo na TV o movimento da polícia??, afinal havia câmeras de TV pra todo lado, isso também deve ser analisado no inquérito.

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