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O papel da Imprensa no sequestro

10/21/2008

Tenho ouvido muitas pessoas falarem do papel da imprensa no caso do sequestro. Todos criticando a atuação dos veículos de comunicação no caso.

A principal queixa é de que como o Lindemberg parecia se sentir o rei do pedaço, durante o sequestro, o cerco da inprensa só fez piorar as coisas, pois, isso teria ajudado a prolongar o caso, já que ele se sentia o centro das atenções. É possível, mas dificil de medir.

Um dos meus leitores, o Sérgio Holanda, fez duras críticas ao papel da imprensa reforçando essa tese, seu comentário está postado, no post sobre o sequestrador. Se levarmos em conta a análise feita por um psicólogo que consultei, para escrever o post, faz todo o sentido.

A Sônia Abraão, que o entrevistou, foi duramente criticada, por ter entrevistado o Lindemberg, ao vivo, e segundo esses críticos, dado cartaz ao sequestrador.

O fato é que fica dificil, medir o impacto disso, mas segundo um especialista, entrevistado agora a noite pelo Jornal da Globo, o primeiro passo, para enfrequecer o sequestrador, é isolar a comunicação de forma que ele fale apenas, com o negociador e mais ninguém, sendo vedado inclusive a comunicação com a imprensa.

Aqui quando se fala isso, os jornalistas dizem que isso é censura, mas acho o raciocínio, perfeitamente coerente. E você o que acha? faça seu comentário, ou vote na enquete.

A propósito, quanto a enquete que pergunta, sobre a atuação da polícia no caso, 50% acha que a polícia errou e 50% acha que, ela agiu da melhor forma possível. Vote você também e participe.

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A visão do Sequestrador

10/19/2008

Conversei com um psicólogo ontem e vi também  reportagens, com depoimentos de psiquiatras, sobre o caso, aqui vão de forma resumida algumas impressões sobre o caso, do sequestro. De acordo com ele, há algumas pistas pra tentar entender a cabeça do Lindemberg.

Num caso como este, em que o sequestrador apresenta, claro desequilíbrio mental, motivado por sentimento de rejeição, ele se sente, inferiorizado e por não saber lidar com este sentimento, descarrega toda a carga de tensão no objeto de desejo. Neste caso Eloá.

A medida que o sequestro prosseguia, ele sentia, ou parecia sentir, ter controle da situação. Este é o ponto Central. Como ele perdeu controle do relacionamento, uma vez que, ela não tinha mais interesse no namoro, provavelmente, ele sentia que naquele momento, ele a tinha sob domínio e que quando o sequestro terminasse, ele não a teria mais sob alcance.

A partir daí, fica dificil prever o que ele podia fazer, porque, ele já havia demonstrado várias vezes, que não tinha intenção de encerrar o sequestro. Nesses casos, quanto mais se demora para resolver  pior. Isso porque não é um sequestro clássico, em que o sequestrador tem algo a pedir em troca. A polícia relata que ele não pedia nada, ou seja, não tinha nada a perder, aqui tem-se o principal elemento de tensão que tornava o desfecho imprevisível.

Se ficar provado que o tiro de Lindemberg, foi dado segundos antes da invasão, então, não havia mais o que fazer mesmo. Entretanto, se ficar provado que foi posterior a explosão, ai a polícia pode ser responsabilizada, mesmo que, a bala seja do sequestrador.

Uma pergunta: Ninguém pensou que ele podia estar assintindo ao vivo na TV o movimento da polícia??, afinal havia câmeras de TV pra todo lado, isso também deve ser analisado no inquérito.

Incompetência ou Falta de Preparo?

10/18/2008
Fim do Sequestro

Fim do Sequestro

A pergunta do Post, significa o seguinte, se o Grupo de operação da polícia GATE, é altamente especializado, conforme especialistas dizem, e se ainda de acordo com esses mesmos especialistas, a atitude de invadir o apartamento foi correta, fica a seguinte pergunta no ar. Se são bem treinados, então foram incompetentes no desfecho do sequestro, se lhes falta preparo, então tentaram resolver da melhor forma que podiam.

Em todo caso ainda persistem algumas dúvidas sobre a ação da polícia, aqui vão algumas delas.

Por que a polícia não tentou invadir durante a madrugada, quando o sequestrador estava dormindo? ou pelo menos se presumia que devia estar, afinal foram 100 horas de sequestro, junte-se a isso todo o stress, e cansaço, seria a melhor hora pra uma ação desse porte.

A polícia usou mesmo bala de borracha? Se usou, conforme afirma o promotor, então basta verificar a bala retirada da virilha da garota que foi gravemente ferida, e se for do calibre da arma do Lindenberg isso isenta a ação da polícia.

E por fim, como a policia permitiu que a Nayara entrasse de novo no apartamento? Mesmo que tenha sido exigência do sequestrador, ele não cumpriu nenhuma das promessas que fez anteriormente, para encerrar o sequestro, isso por si só já parece motivo, pra não ceder nesse ponto.

Agora só resta esperar pelo laudo e pelos depoimentos, para tentar esclarecer essas dúvidas. Em todo o caso, fica a impressão de que a polícia não sabe tomar decisões quando extremamente pressionada.

Comentário Pós-post

A polícia acaba de afirmar que a bala que atingiu as vítimas era do calibre 38, a mesma do sequestrador, a conferir