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O novo New Deal

10/23/2008
Barack Obama

Barack Obama

Para quem não lembra da aula de História, New Deal foi o plano de recuperação econômica criado pelo Presidente Roosevelt, para tirar os EUA da crise de 1929, depois do crash da bolsa que arrasou a economia americana.

É exatamente isso que o próximo presidente americano vai precisar fazer, para tirar os Estados Unidos da recessão. E é bom prestar atenção no que acontece por lá, porque é a partir da recuperação econômica dos americanos que o mundo vai voltar a crescer, uma vez que, eles ainda são os maiores compradores do Mundo.

Obama anuncia corte de impostos para 95% das famílias, apoio ao pequeno empresário com redução de impostos e para que contrate mais empregados, moratória pra quem não está conseguindo pagar sua hipoteca (estopim da crise), ou seja, o Estado agora toma as rédeas do processo e precisa estimular a economia, criar demanda, facilitar a vida de quem quer contratar e consumir.

Bush anunciou que vai usar U$$ 250 bilhões de dólares para ajudar as famílias que não conseguem pagar suas casas. MacCain prometeu ajudar os endividados a quitar suas dívidas.

É o que eu comentei aqui alguns dias atrás, ou os Governos se mexem para resolver a crise, ou o mundo mergulha na recessão. E é aqui que quero entrar num ponto sobre a crise no Brasil.

Alguns economistas falam que o governo tem que cortar tudo que pode, parar de investir, cortar na carne. Eu concordo em parte, de fato o governo tem que reduzir as chamadas despesas de custeio, ou seja, folha salarial por exemplo, suspendendo concursos públicos, ou protelando o aumento de salários de altas esferas do poder público, os chamados cargos de carreira do Estado.

Mas o PAC deve ser mantido, justamente para garantir crescimento interno numa época que o mundo todo vai desacelerar. A recessão mundial já começou e as demissões pela Europa e EUA também. Este é o momento de investir no país, em estradas, infra estrutura, saneamento, enfim, gerar demanda interna.

Isso pode garantir crescimento, mesmo que menor e, com isso se reduz o desemprego e os efeitos da crise no Brasil.

Antes quie me chamem de doido, aproveito pra dizer que dois economistas de peso já falaram isso, Miriam Leitão, comentarista da Globo e o jornalista Luis Nassif, Diretor presidente da Agência Dinheiro Vivo em SP

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O Capitalismo tal qual você conhece mudou

10/14/2008

Apesar desse título meio apocaliptico, do meu post, o que vou comentar aqui encontra respaldo nas análises de muitos anlistas inclusive do Financial Times.

O Capitalismo tradicional tal qual aprendemos, do Estado mínimo, que apenas regula o mercado através das Agências, que possuem a tarefa de estabelecer regras básicas e fiscalizar setores da economia, não existe mais. A crença cega de que o mercado se auto-regula, sem interferência do Governo, foi sepultada essa semana com os anúncios de pacotes mundo afora, para evitar o colapso geral.

Os governos vão agora estatizar parte dos bancos que estão em dificuldade e ameaçam falir, arrastando consigo outros bancos menores, e gerando uma crise de confiança que pode levar o mundo a uma recessão.

Isso quer dizer que, os Governos vão interferir diretamente no mercado, ditar regras para concessão desses créditos, e mais, vão se tornar sócios desses bancos, para depois, quando recuperados, poder lucrar com a venda de suas ações, quando toda essa crise acabar. É a maior intervenção governamental em escala mundial, desde da quebra de 1929, quando Franklin Delano Roosevelt, criou o NEW DEAL, o plano que injetou dinheiro do governo, criando obras e gerando empregos, para tirar o país da sua pior crise até então.

Ou os Governos se alinham para debelar essa crise, ou como diria, o mafioso italiano, Gambini, preso nos anos 90 pelo FBI, “Siamo tutti Fotutti”

Procura-se um Líder Parte II

10/14/2008
Barck Obama

Barck Obama

Semana passada fiz um comentário aqui no Blog, de que um dos motivos do aprofundamento da crise, era a falta de uma liderança, capaz de somar esforços, criar um plano de ação, enfim, mostrar um caminho que possa debelar a crise.

Essa semana, alguns analistas internacionais, fizeram este mesmo comentário, reforçando a impressão de que o fato da maior crise financeira desde 29, ocorrer no final de um governo desacreditado, com altas taxas de rejeição, cujo Presidente é o mais impopular da história recente americana, reforçam, a falta de rumo dos governos, que podem amenizar os efeitos da crise.

Nesse contexto duas lideranças despontam. Gordon Brown Primeiro Ministro da Inglaterra e Barack Obama.

Gordon Brown, por ter anunciado um pacote de 87 bilhões de Euros, para comprar a carteira de bancos em dificuldade, na inglaterra e anunciar esforços em conjunto com a União Européia, para proteger pequenos investidores, que tenham dinheiro aplicado nesses bancos.

E Barack Obama, por anunciar um plano que prevê, entre outras coisas, insenção de impostos, para empresas que criarem empregos, nos próximos dois anos, além de congelamento das hipotecas que estão em processo de execução, ou seja seria uma moratória, de pelo menos 90 dias, para quem se compromter a pagar suas dívidas.

O pacote de Obama também comtempla reforço de caixa para pequenas empresas em dificuldade garantindo crédito para pagar funcionários e despesas imediatas, ou seja, um novo *NEW DEAL.

As bolsas tiveram dia de euforia com anúncios dos pacotes de ajuda milionários, propostos, pela União Européia e EUA. Vamos aguardar os próximos capítulos dessa saga e ver no que vai dar.

* NEW DEAL: Plano de recuperação dos EUA, para debelar a crise de 29, criado por Franklin Delano Roosevelt, Presidente Norte Americano.